quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

I Encontro pedagógico 2015


Atividades do I Encontro Pedagógico Geral 2015
De 25 a 27 de fevereiro de 2015

Dia 25/2

MANHÃ [4h]
[Das 08h às 8h50min] – Acolhimento pelo gestor
Boas-vindas - gestor
Apresentação da Coordenação da escola: nome e atribuições.
Estabelecer combinados quanto ao cumprimento dos horários, uso de celular durante o encontro etc.
Entrega da pasta: orientar os participantes para fazerem o registro escrito das discussões como extensão da nossa memória. Ao final do turno proceder à leitura dos pontos importantes do dia.
Apresentação da pauta e objetivo da formação. (slides)
[Das 8h50min às 10h] ATIVIDADE II – Retomada das ações de 2014
Apresentação das Ações, projetos e demandas pedagógicas em 2014. Dando continuidade, entrega das fichas de avaliação dos projetos desenvolvidos em 2014 e o quadro com as demandas pedagógicas e seus impactos na aprendizagem, solicitando que os professores leiam, analisem em grupos e respondam as questões solicitadas, visando apontar os projetos e demandas consolidados na unidade de ensino e quais os impactos no processo pedagógico.
Cada grupo de professores irá preencher as fichas de avaliação dos projetos desenvolvidos em 2014 e o quadro com as demandas pedagógicas.
Considerando as demandas pedagógicas, marque os itens que correspondem à realidade da escola e discutam o impacto das ações em 2014.
QUADRO COM AS DEMANDAS PEDAGÓGICAS
DEMANDAS
SIM
NÃO
IMPACTOS
A escola tem PPP atualizado?
[Das 10h às 10h15min] - INTERVALO
[Das 10h15min às 11h15min] Continuação da atividade II
[Das 11h15min às 12h] – Socialização das demandas/impactos
Após a discussão, cada grupo fará a socialização dos projetos analisados e das demandas/impactos.
TARDE [4h]
[Das 14h às 14h20]- Acolhimento e dinâmica: saber ouvir
[Das 14h20 às 14h40] - Vídeo motivacional – Cada aluno precisa de um professor campeão e Debate sobre o Vídeo.
[Das 14h40 às 15h] – ATIVIDADE III
Considerar avaliação externa do SEAPE 2013 e avaliação interna (SIMAED) 2014, a partir dos seguintes pontos:
Os resultados das avaliações (internas e externas) correspondem aos esforços empreendidos pelos professores e equipe gestora? Os resultados refletem o que realmente os alunos aprenderam?
Os resultados das avaliações por disciplinas estão em consonância com as capacidades as quais os alunos deveriam ter construído?
O que os alunos aprenderam em cada disciplina de forma satisfatória?
E o que os alunos deixaram de aprender?
Após as análises dos resultados, refletir sobre a importância da avaliação como ponto de partida para a melhoria de todo o trabalho realizado pela escola e a importância de os professores refletirem sobre como realizam as avaliações, o que se pretende avaliar do aluno, a necessidade de deixar claro que avaliar a aprendizagem dos alunos é uma tarefa complexa, porém imprescindível.
O resultado desta análise fará parte do planejamento das ações pedagógicas do ano de 2015.
[Das 14h40 às 15h20] – ATIVIDADE IV – Núcleo Pedagógico
Apresentação de um resumo sobre os elementos que compõem o núcleo pedagógico.
Considerando então o NP e o professor como parte do núcleo, refletir com os participantes e registrar no quadro:
O que favorece ou atrapalha a melhoria da prática da sala de aula?
Como saber se o aluno está ou não aprendendo?
Ouvir os comentários dos participantes e registrar no quadro os elementos que interferem na prática de sala de aula e conseqüentemente na aprendizagem dos alunos. Em seguida fazer as intervenções pertinentes discutindo com os participantes as formas possíveis de apoio pedagógico que orientem os professores na condução de seu trabalho em sala de aula.
[Das 15h20 às 16h] Socialização da discussão
[Das 16h às 16h15min] - INTERVALO
[Das 16h15min às 17h] ATIVIDADES V – Análise de planos de atividades didáticas
Ainda em relação ao núcleo pedagógico, apresentar dois planos de atividades didáticas. Em seguida, formar grupos e entregar cópias dos planos para análise. Partindo das análises, suscitar os seguintes questionamentos:
As atividades acadêmicas são adequadas para que o aluno desenvolva as capacidades previstas?
As atividades atendem os diferentes níveis e estilos de aprendizagem?
As atividades são significativas? Existem atividades nas quais os alunos são ativos em seu aprendizado e solucionam problemas?
Existem atividades que incentivam a cooperação entre os alunos, fortalecendo a interação e aprendizagem entre eles?
As formas de avaliação consideram os conteúdos ensinados e o que se espera que os alunos devam saber?
Socialização das Análises por grupo. Cada grupo apresentará suas reflexões. Em seguida, refletir ainda sobre:
[Das 17h às 17h30min] – Apresentação do esquema das discussões
Quais os principais aspectos que vocês consideram marcantes para a promoção da aprendizagem?
Observação: Prezados professores, além das atividades do livro didático, a equipe planejará outras sugestões para tornar as atividades do livro mais significativas. Há grande importância de um planejamento de atividade que leve em conta os conhecimentos prévios dos alunos, os níveis de complexidade das atividades, o tempo didático, o material utilizado, estabelecimentos de conexões com os alunos a partir de experiências anteriores. O professor deve apresentar bem claro os objetivos da aula, esclarecendo o que se espera do aluno.
[Das 17h30min às 18h]- Informes do gestor sobre quadro e distribuição de turmas e outras dúvidas.

Dia 26/2

MANHÃ [4h]

[Das 08h às 8h10min] – Acolhida e retomada das atividades tratadas anteriormente.
[Das 08h10 às 9h] - ATIVIDADE VI – Leitura de texto e construção da síntese
Leitura do texto Intervenção Pedagógica – Planejamento Escolar Compromisso com a Aprendizagem, pp. 21 a 23.
Orientações para a leitura do texto (Divisão em grupos, registro e debate)
Com base nas discussões iniciais, na leitura do texto e no compartilhamento das ideias e considerando o núcleo pedagógico, construir coletivamente uma síntese “QUANDO E COMO INTERVIR”.
ATIVIDADE VII
[Das 9h às 10h] ATIVIDADE VII – Leitura da introdução e do primeiro capítulo do livro Dez Novas Competências para Ensinar, de Perrenoud.
Formar 05 grupos. Todos os grupos lerão a Introdução do livro e subtítulos do capítulo 1, conforme distribuição abaixo. Cada grupo sintetizará e socializará as ideias em forma de esquema.
Grupo 01
Introdução e Cap.1 (Organizar e dirigir situações de aprendizagem e os Sistemas brasileiro e francês de educação: equivalência de níveis).
Grupo 02
Introdução e Cap.1 (Conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem e Trabalhar a partir das representações dos alunos)
Grupo 03
Introdução e Cap.1 (Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem)
Grupo 04
Introdução e Cap.1 (Construir e planejar dispositivos e sequências didáticas)
Grupo 05
Introdução e Cap.1 (Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento)
[Das 10h às 10h15min] INTERVALO
[Das 10h15min às 11h30] Continuação da leitura de texto e apresentação da síntese
TARDE [4h]
[Das 14h às 16h] ATIVIDADE VIII – Ações para formar alunos leitores
Em seguida, formar grupos e orientar o planejamento das ações para formar alunos leitores. Para subsidiar as discussões, serão entregue materiais de apoio, bem como um roteiro para o desenvolvimento do projetos/atividades de leitura a serem desenvolvidos no decorrer do ano letivo. (LEMBRETE: formar kits com links, cardápio pedagógicos, livros, textos, projetos exitosos).
[Das 16h às 16h15min] – INTERVALO
[Das 16h15min às 17h] – Construção e socialização do quadro das ações para a formação de alunos leitores. (Construção de uma ação interdisciplinar por grupo).
FORMANDO ALUNOS LEITORES
Ações
Objetivos do Projeto/Atividade
Público-Alvo
Descrição das atividades
Responsáveis pela ação
Cronograma
Avaliação
Planejar atividades de leitura em todas as disciplinas
Priorizar atividades de leitura e garantir a diversidade de gêneros em todas as disciplinas.
Alunos
Coordenadores e Professores
Todo o ano letivo
Fim de cada bimestre.
Nesse momento, o professor que tiver desenvolvido alguma prática exitosa na área de leitura poderá expor para os demais. Após as apresentações dos grupos, o formador fará as considerações e dirá que as atividades de leitura precisam ser consolidadas pela escola.

Dia 27/2

MANHÃ [4h]
[Das 8h às 8h10min] Acolhida e retomada das atividades do dia anterior
[Das 8h10min às 9h] ATIVIDADE IX – Conversa sobre o planejamento escolar, focando o 6º e 9º anos em suas especificidades e desafios no ensino
O planejamento é uma prática inerente ao trabalho escolar, no qual gestor, coordenador pedagógico, coordenador de ensino e professores avaliam as ações pedagógicas desenvolvidas durante o ano letivo e definem as novas ações no sentido de buscar uma atuação cada vez mais propositiva, tendo em vista o direito da aprendizagem de todos os alunos.
Assim sendo, a escola precisa vencer o desafio de lidar com as turmas do 6º ano e ter uma atenção especial para este grupo de alunos. Estas turmas de modo geral, têm tido dificuldades de adaptação na passagem do 5º para o 6º ano, devido às mudanças que ocorrem no decorrer deste processo, como por exemplo: muitas disciplinas, conteúdos mais complexos, a fase em que a criança se encontra, troca de professor, entre outros.
Além disso, as turmas do nono ano precisam também de uma atenção maior, posto que esses alunos ao final do ensino fundamental terão que dominar capacidades adequadas de leitura, de escrita, de resolução das operações lógica matemática, entre outras capacidades inerentes ao ano/série.
Igualmente, é de responsabilidade da escola a aprendizagem qualitativa de todos os alunos, mas em virtude das especificidades dos alunos do 6º e 9º, faz-se necessário um trabalho mais focado.
Desta forma, vamos refletir juntos nestas questões e propor ações e projetos pedagógicos para superação e garantir o êxito de nossos alunos, conforme quadro abaixo.
Ficha para sistematização
QUESTÕES
MEDIDAS/AÇÕES
1- Diante das discussões anteriores sobre os resultados das avaliações internas e externas bem como as demandas pedagógicas não consolidadas, se for o caso (atividade II), quais as ações mais urgentes para garantir que os alunos aprendam mais e melhor?
2- Que medidas a escola tem tomado (ou precisa tomar) para minimizar os impactos de transição das turmas de 6º ano?
3- Que ações podem ser implementadas pela escola, para garantir aprendizagem de alto nível aos alunos do 6º ano?
4- Considerando que os alunos do 9º ano estão concluindo o Ensino Fundamental, o que é possível fazer para garantir aprendizagem de alto nível?
Como elaborar nosso plano de curso e, conseqüentemente nossos planos de aula, então?
Reunir em grupos e em uma rodada com os professores da mesma turma/ano e pedir que:
Discutam, analisem o desempenho dos alunos nas várias disciplinas, buscando identificar as necessidades de aprendizagem dos alunos (identificar os conteúdos que os alunos apresentam dificuldades, a forma como será abordada didaticamente e definir os possíveis projetos interdisciplinares);
Listem as boas situações de aprendizagem que atenderam às necessidades dos alunos com dificuldades. Troquem essas idéias;
Sigam as Orientações Curriculares disponíveis, os livros didáticos e as informações da avaliação diagnóstica;
Organizem o um plano de curso unificado 2015 para toda a escola, levando em consideração:
1. Quais conteúdos precisam ser retomados, tendo em vistas as dificuldades de aprendizagem que os alunos tiveram.
ANO
CAPACIDADES
(OBJETIVOS)
CONTEÚDOS
PROPOSTAS DE ATIVIDADES
TEMPO DIDÁTICO
FORMAS DE AVALIAÇÃO
2. As modalidades organizativas destes conteúdos que serão trabalhadas (se atividades permanentes, projetos ou seqüências de atividades...).
Ano
Capacidades
(Objetivos)
Conteúdos
Formas organizativas dos conteúdos
Formas de avaliação
6º. Ano
7º. Ano
8º. Ano
9º. Ano
[Das 9h às 10h] – Formação de grupos por disciplina
[Das 10h às 10h15] – INTERVALO
[Das 10h15 às 12h] – Continuação dos trabalhos em grupo
TARDE [4h]
[Das 14h às 16h] – Continuação do planejamento nos grupos
[Das 16h às 16h15] – INTERVALO
[Das 16h15 às 16h35] – Fechamento dos planos de Curso
[Das 16h35 às 18h] – Apresentação da Síntese por grupo dos Planos de Curso
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CITY, E. A. et all .Rodadas Pedagógicas. Editora Penso: São Paulo, 2009.ACRE. SEE.
Planejamento Escolar. Compromisso com a aprendizagem. Instituto Abaporu, 2009.
ACRE. SEE. Orientações Curriculares para o Ensino Fundamental e Ensino Médio. SEE, 2009.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
A Coordenação

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

SELEÇÃO DE LOUVORES,LOUVORES QUE VÃO ALEGRAR SEU DIA!

Novas perspectivas para 2015: planejamento em foco











Bases conceituais, políticas e filosóficas do Planejamento Escolar

Marta Leandro da Silva- UFU 1

Elementos e contributos do Planejamento Escolar2

Planejar faz parte de nosso cotidiano, por exemplo, quando decidimos seguir por determinado caminho e não por outro, ou quando projetamos organizar uma festa de aniversário para nossos filhos.
No entanto, há diferentes tipos de planejamento, vinculados aos diferentes contextos, objetivos e fins, desde os mais simples aos mais complexos referentes à organização de diferentes instituições sociais, como por exemplo, o planejamento da escola. Podemos dizer que o planejamento educacional, segundo Calazans (1990), ocorre em três níveis interdependentes :o  planejamento no âmbito dos sistemas e redes de ensino; o planejamento no âmbito da unidade escolar; e o planejamento no âmbito do ensino. Neste estudo focalizaremos o planejamento da escola.
O ato de planejar a escola e o ensino requer dos educadores a reflexão e mobilização em torno da definição de valores, princípios, significados e concepção de educação e das práticas inerentes ao espaço escolar. Em dimensão mais ampla o planejamento escolar requer integralização e articulação das ações educativas norteadas pelo projeto político-pedagógico. Enquanto que, o planejamento de ensino constitui-se em espaço e momento coletivo para reflexão e análise da práxis pedagógica e dos instrumentos teórico-metodológicos, que permitam a todos os envolvidos reafirmar suas posições e avaliar suas práticas, ressignificando-as. Nesta perspectiva, o planejamento escolar deve ser concebido, assumido e vivenciado cotidianamente, também como um ato político, no sentido de resgate dos princípios que balizam a prática pedagógica em processo de ação-reflexão-ação. Por isso o planejamento escolar requer a reflexão e ação coletivas.
A escola é uma instituição imprescindível à sociedade contemporânea, especialmente, pelo seu contributo para o desenvolvimento da cidadania. O que diferencia basicamente o planejamento empresarial do planejamento escolar é que a escola, enquanto instituição social tem natureza e objetivos diferentes das organizações empresariais que visam à aferição de lucro.
Os objetivos da escola, além de serem diferentes, são antagônicos aos objetivos das empresas capitalistas (PARO, 2001, p. 14), porque se destinam a formar pessoas. Segundo Paro (2001), “são os fins buscados que dão especificidade a cada administração em particular” (p. 13).
O planejamento contempla contributos essenciais para a melhoria da escola e do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que propicia: balizar o processo de tomada de decisões fundamentadas com base na análise da realidade escolar; refletir e definir coletivamente objetivos das atividades de ensino e de gestão da escola; projetar as potencialidades da escola frente às demandas sociais; fazer a previsão e a provisão dos recursos diversos; organizar e articulação das ações educativas; otimizar o tempo e o espaço pedagógico; organizar o  trabalho coletivo; explicitar princípios, diretrizes e procedimentos do trabalho docente que assegurem a articulação das atividades escolares; assegurar a unidade e a coerência do trabalho docente; expressar os vínculos entre o posicionamento político-filosófico, pedagógico e profissional na gestão escolar; enfim, projetar os caminhos da escola,  entre tantos outros.
Nesta Sala Ambiente destacaremos a concepção de planejamento participativo concebido, segundo Cornely (1977), como sendo um processo político, um contínuo propósito coletivo de reflexão e amplo debate a fim de deliberar sobre a construção do futuro da comunidade contando com a participação do maior número possível de membros das categorias que a constituem.
O planejamento participativo no âmbito da escola implica reavivar continuamente o processo de reflexão e ação da coletividade (da comunidade escolar). Implica ainda a busca da identidade institucional, ou seja, da identidade construída e reconstruída pela coletividade. Ele se baliza pela elaboração de seu projeto político-pedagógico. Esclarecendo melhor, isto ocorre porque, na elaboração e implementação do projeto político-pedagógico, materializam-se os diferentes momentos do planejamento passando pela: definição de um marco referencial, elaboração de um diagnóstico, definição da programação com base nos princípios de necessidade e exeqüibilidade visando à intervenção na realidade escolar e a própria avaliação.
A idéia de situar o projeto político-pedagógico como norteador do planejamento escolar adquire grande destaque no processo de redemocratização sócio-política, frente à crítica ao modelo de planejamento tecnoburocrático com ênfase nos seus aspectos técnicos.
O processo de elaboração e implementação do projeto político-pedagógico é fundamental porque envolve as pessoas que atuam na escola, dá a elas a sensação de pertencimento, de envolvimento com a instituição escolar. Isto pois, não há relação agradável entre submissão e satisfação. Ninguém fica satisfeito sendo apenas submisso (DIAS, 1998, p. 268). A satisfação em trabalhar numa escola, atuar para sua melhora e maior aprendizado dos alunos vem com a condição de partícipe, de sentir-se valorizado e respeitado.
Assim, o planejamento escolar norteado pelo político pedagógico não condiz com relações autoritárias ainda presentes em muitas gestões escolares.
Masetto (2003) destaca que apesar da implantação de recentes teorias administrativas da área educacional, das tentativas de que os gestores educacionais revejam suas posições e ações, “é impressionante ver a influência da cultura educacional própria do gestor no modo como ele exerce a administração” (p. 70). Sua forma de ver o mundo e a sociedade interfere sobre a forma como um diretor de escola toma as decisões ou constrói seu modelo de gestão. Essa cultura educacional do gestor está permeada, segundo Masetto (2003), das mesmas relações verticais, de cima para baixo, ou seja, de quem sabe e tem o poder, para quem não sabe e deve obedecer.
Mudar esta cultura não é coisa fácil e o coordenador pedagógico (CP) pode contribuir para relações mais respeitosas e democráticas na escola. Desenvolver a cultura da gestão democrática e participativa significa ter a escola como espaço de deliberação coletiva dos sujeitos escolares, ou seja, os gestores, os professores, os estudantes, seus pais ou responsáveis, os funcionários. Isto não é tarefa só para a direção da escola, mas sim de todas as instâncias e usando muitos mecanismos de participação coletiva, deliberação colegiada.
A gestão democrática e participativa é instrumento de superação do autoritarismo e dos individualismos ainda tão presentes nas escolas. Para vivenciá-la é preciso criar momentos coletivos e específicos de discussão sobre o significado de democracia, autonomia, descentralização, participação, cidadania, representatividade responsável. É importante que a comunidade escolar tenha conhecimento das diferentes possibilidades de se gerir uma escola e tenha clareza, compreensão, dos conceitos citados, pois eles são fundamentais para se empreender uma gestão participativa.
Isto é fundamental se desejamos uma escola democrática. Uma escola respeitosa com as pessoas formará também pessoas respeitosas e isso pode parecer pouco, mas não é! O respeito é contagiante e, certamente, na vida social com pessoas mais respeitosas teremos uma sociedade mais justa e democrática.
Desta forma, ter uma gestão democrática e participativa na escola significa contribuir para a construção de uma sociedade melhor.
1Colaboração de Profª Mirza Seabra Toschi – UEG; Eliane Anderi – UEG e  Renato Ribeiro Leite – UEG. 
2 Contribuição de Mirza Seabra Toschie, Eliane Anderi e Renato Ribeiro Leite da UEG



Melhores louvores 2014

Loading...